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Do mercado ao Mercadito

Do mercado ao Mercadito

América do Sul, Chile, Comida, Restaurantes, Viagem

Esta semana andamos a passear pela Ilha de Chiloé, bem no sul do Chile. Alugámos um carro e temos explorado todos os recantos. A ilha lembra os Açores, porque a paisagem é muito verde (ao contrário do norte do país), tem muitas lagoas e está cheia de vaquinhas e ovelhas. Apesar dos seus 9.000 kms quadrados (quatro vezes a área dos Açores), só tem 160 mil habitantes e as povoações são pequenas.

É terra de pescadores e fazem também criação de salmão, que hoje aproveitámos para provar. Na aldeia de Dalcahue, pedimos conselho a um local (um “trip-advisor” à moda antiga) e fomos às Cocinerias. É uma espécie de mercado, com oito postos onde senhoras preparam à nossa frente o mais típico da cozinha local, que é servido ao balcão. Comemos umas empanadas de queijo e marisco como aperitivo, e depois este prato de salmão, tão simples quanto saboroso.

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O salmão das Cocinerias de Dalcahue

De regresso ao nosso quartel-general na capital da ilha, Castro, fomos jantar, por sugestão do estalajadeiro, ao restaurante mais simpático da terra, o Mercadito (site aqui). A decoração vintage pode já não ser muito original, mas cai sempre bem, e por aqui contrasta com o vintage natural do resto dos restaurantes, que parecem estar iguais ao que eram há trinta anos.

Mercadito Chiloé
A nossa mesa

O espaço estava cheio de pormenores e quadros com frases bem-humoradas. Por exemplo, tinha uma guitarra pendurada sobre a porta de entrada, e uma palheta que deslizava sobre as cordas quando a porta se abria. E quando à comida, estava tudo delicioso, desde o pão quente à nossa carne e à pescada das crianças. Acompanhámos com uma cerveja artesanal que nos soube pela vida.

Barriga de vaca com batatas frita e cerveja artesanal Granizo
Barriga de vaca com batatas frita e cerveja artesanal Granizo

Soube bem mudar de ambiente para um jantar mais estético, que os olhos também comem. Amanhã compensamos o orçamento com um piquenique e uma pasta cozinhada no hotel!

"Diz-se em Chiloé: quem anda apressado perde tempo. Leve o seu..."
“Diz-se em Chiloé: quem anda apressado perde tempo. Aproveite o seu…”

Sobre o autor

Tradutor, cronista da nostalgia no Observador, pai de família e apaixonado pela América Latina

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